terça-feira, 25 de abril de 2017

HOMOSSEXUALISMO, HOMOSSEXUALIDADE E JUSTIFICAÇÃO


INTRODUÇÃO


Antes de fazermos as considerações sobre a homossexualidade, gostaríamos em primeiro lugar declarar que há uma diferença entre homossexualidade e homossexualismo e o que está por trás deste movimento.



O HOMOSSEXUALISMO


O homossexualismo é uma filosofia de vida, uma ideologia cuja tentativa é propagar uma idéia no mundo. Sendo uma ideologia pretende fazer a cabeça de muita gente. A ideologia visa assegurar uma determinada relação dos homens entre si e com suas condições de existência.



No homossexualismo a proposta é tornar aceita a ideologia que a união entre iguais tem a mesma proposta da união entre diferentes. Por isso e como cristão, nos colocamos categoricamente contrário ao movimento ideológico gay que é uma pregação contrária ao ideal de Deus. Contudo, a homossexualidade vemos sobre outra ótica.


A HOMOSSEXUALIDADE

A homossexualidade é um estado, uma condição não opcional. A homossexualidade possui um caráter irreversível, enquanto o homossexualismo é uma apologia ideológica. Uma tentativa de mudar paradigmas.


A HOMOSSEXUALIDADE NOS TEMPOS DE JESUS



Não encontramos nenhum relato bíblico sobre a homossexualidade nos tempos de Jesus, contudo, não se pode negar que a condição do homem sempre foi a mesma dos dias atuais. Seria uma grande tolice achar que nos tempos dele não havia homossexuais.


ADOÇÃO DE CRIANÇA POR HOMOSSEXUAIS


Se a criança já foi adotada não há nada a fazer nem dizer. O “evangelho legalista” talvez dirá: “manda para a FEBEM ou submeta-a a outro lugar.”


A criança deve ser criada como o pai e a mãe cria, com respeito e dignidade sem a ideologia sexista. Sempre indicando a ela o padrão de Deus: homem e mulher. O homossexual honesto ensinará a criança que a homossexualidade não é o ideal de Deus, e ao mesmo tempo informá-la que ser homossexual não é uma opção. A criança precisa entender como tudo isso acontece e aconteceu sobre a relação homo afetiva. A criança em momento algum deve ser enganada.


O HOMOSSEXUAL EUNUCO


Acredito que o homossexual pode se tornar um eunuco, assim como o saudoso Padre Henri Nowen autor de vários livros e homem de profunda espiritualidade e de vida piedosa. Lutou contra sua sexualidade acirradamente por te conhecimento que era homossexual. Muito embora a sua homossexualidade tenha sido conhecida por aqueles que eram próximos a ele, ele jamais deixou publico sua identidade homossexual. Apesar de Nouwen, nunca ter tratado do tema de sua sexualidade em seus escritos publicados durante a sua vida, ele reconheceu seus dilemas nessa área, em discussões com amigos isso foi abordado na biografia escrita por Michael Ford, jornalista da BBC, chamada O Profeta Ferido que fora publicada após a morte de Nouwen. Ford sugere que Nouwen se tornou completamente pacificado com sua tendência sexual nos últimos anos de sua vida, e que por um outro lado, sua depressão foi causada em partes por esse conflito entre seu voto de celibato e o sentimento de solidão e necessidade de intimidade que ele vivenciara. Ford conjecturou Isso se tornou um enorme jogo emocional, espiritual e físico em sua vida, e pode ter contribuído para a antecipação da sua morte.





Não há possibilidade de um eunuco homossexual deixar de ser homo afetivo. Não é o ato, a prática que caracteriza o que se é, mas o que sentimos e está intrínseco à subjetividade. Por exemplo: O mal que Paulo, o apóstolo, não queria fazer e continuamente estava praticando está relacionado a sua subjetividade e a incapacidade de vencer o que não desejava (Rm 7.19). Identificar o bem e querer fazê-lo e perceber o mal não querendo realizá-lo, mas optar por este e praticá-lo, evidencia que o gozo paulino se caracterizava em fazer o que aparentemente não se queria. Não há conhecimento do que levava o Apóstolo a tanto conflito, mas era uma luta entre querer e fazer enquanto aqui ele vivesse. Como exigir responsabilidade de quem não a possui e consequentemente interditado, na sua subjetivida, para realiazar o bem desejado? O apóstolo se sentia sem oself-determination para decidir ao que desejava realizar. No dizer freudiano “o eu não é senhor de sua própria casa”





O homossexual cristão que não consegue a eunucocidade deve procurar ter uma vida com discrição, evitando trejeitos femininos, se requebrando, com a munheca prá lá e prá cá, isto é, evitando toda manifestação de bichice. Ele precisa respeitar a heterossexualidade, projeto de Deus. Para evitar situações de constrangimento na condição homossexual o homo afetivo sentir-se-á mais à vontade num ambiente eclesiástico que tenha uma aceitação flexível à realidade da sua homossexualidade.





UM PAI DE FAMÍLIA





Os princípios éticos e morais teriam o poder de determinar aquilo que o ser humano tem de ser? Como o homem conseguiria trocar a sua essência baseado em princípios que fogem completamente a sua capacidade de realizar? Vejamos o drama de um pai:


Um pai de família anônimo deu uma entrevista à revista Christianity Today de março de 2002, declarando a sua fé em Jesus, sendo ele um pastor, casado, com um casal de filhos maravilhoso e uma esposa magnífica, todavia ele era gay. Gay, não porque praticava o ato, mas porque sentia o desejo de se relacionar com outro homem, como fazia no passado. Ele era homossexual porque sentia não porque fazia, declarou. Vivia um enorme conflito entre realizar e não realizar.


Observemos então que se alguém considerar o praticar, o ato, como desvio moral nas condições desse pai de família, vale então ressaltar que a realidade não está no efeito e sim no sentimento. O praticar é tão somente a consumação do desejo. Por isso ele muito honestamente declarou ser por sentir o desejo. Teria esse pai a opção de não sentir esse desejo? Seria a homossexualidade uma escolha um querer de ser uma coisa para ser outra?



Certa ocasião um psiquiatra deu a seguinte declaração: “ Se alguém disser que já foi homossexual e que hoje não o é por ter sido curado através de um milagre, classifico-o como um grande mentiroso e ainda mais, ele nunca foi homossexual ele era um depravado”.




O Psiquiatra consegue perceber a diferença entre ser homossexual e ser depravado. Ele não está errado! Muitas das vezes são bastante parecidos, todavia, não são a mesma coisa. A homossexualidade não é doença, por isso não tem cura. Há patologias classificadas como incuráveis, entretanto, não podemos ignorar que milagres ainda acontecem. Deus não está morto! Contudo, nunca ouvi falar de homossexual convertido ao cristianismo que tenha sido “curado” ora, se não é doença, logo não necessita de cura. Segundo alguns estudiosos da esfera psicanalítica, o homossexualismo é um comportamento adquirido, por uma criança num período etário entre dois a cinco anos de idade, cuja presença do pai, avô, tio, ou seja nenhum referencial masculino foi por ela identificado, no âmbito familiar. Essa criança (menino ou menina) teve como contemplativo durante esses anos, a mãe, provavelmente as tias, avós, ou seja, todo um círculo feminino. A criança passará a ser o pai do adulto.


A METÁFORA DO FALO


A inexistência da representação onipotente metafórica do falo é vista pela psicanálise o aspecto gerador à homossexualidade. Mas o que seria isso? A criança na fase de 2 a 6 anos de idade que não teve a presença do pai, do masculino, interagindo, ainda que este estivesse no mesmo espaço geográfico. Segundo a teoria psicanalítica na maioria das vezes torna-se homossexual, tanto menino quanto menina a ausência paterna. A representação fálica, ainda que seja como metáfora, manifesta a ausência máscula não percebida pelo infante na faixa etária mencionada. Após o período de latência, termo este que significa o estado daquilo que se acha encoberto, incógnito, não manifesto, adormecido. Após esse período que vai até aproximadamente aos 11 anos, surge um novo momento o da puberdade. Neste período, a libido é impelida a se manifestar na busca daquilo que foi ausente durante os períodos de 2 a 6 anos de idade. Aproximadamente entre os 11 para 12 anos de idade o adolescente tende a procurar no outro, o falo ausente como necessidade da onipotência, da autoridade representada num membro viril, imposto e autoritário que o penetre como uma metáfora da ausência paterna. A homossexualidade nesse viés psicanalítico se resume na ausência onipotente metafórica do falo: o pai.







Alguns geneticistas, tentam através de pesquisas, encontrar na genética (do grego genno; fazer nascer), ramo da biologia que estuda a forma como se transmitem as características biológicas de geração para geração, a causa da homossexualidade. Contudo, encontramos aqui um questionamento a ser feito ao que concerne a relação biológica com aquilo que não se consegue vencer na subjetividade humana no dizer homossexual. A homossexualidade por não ser uma opção, estaria sob decisões genotípicas ou sob influências edípicas determinado por um comportamento adquirido?


TESTEMUNHOS


Qualquer testemunho em televisão ou rádio que alguém foi homossexual e agora não é mais porque crê em Jesus, não está baseado na verdade. Não existe ex-homossexual! Pode existir o ex praticante, mas não é a conjunção carnal que caracteriza a homossexualidade, mas a abscondidade subjetiva onde o conflito permanece frequentemente ao que concerne o desejo reprimido do querer praticar. Praticando ou não, a homossexualidade é. Não existe milagre para homossexualidade. Esta não é doença. Tanto a Organização Mundial da Saúde quanto ao CID 10 declaram que a homossexualidade não se encontra dentro do quadro das patologias.



Se o desejo do convertido ao cristianismo é pautar sua vida numa normose ético-cristã, cabe a ele ter domínio sobre o seu desejo. A conversão ao cristianismo não tem a intenção de pontuar o deixar de ser. Conversão não é sublimação. Conversão é ser o que Deus realizou. O desejo sempre será mais forte que a vontade. O conflito entre alguns homossexuais, assim como em outras esferas do comportamento será uma realidade, ainda que se evite a consumação de atos. Os desejos sempre serão reais no mundo subjetivo em qualquer ser humano. O ser humano é o que está sentindo, no momento que sente. A sublimação é um meio utilizado para mudar o rumo do desejo, só que ela não permanece por muito tempo. O que é, reclama a sua autonomia. Disse o francês Felipe Nériucault: Chasses Le naturel, Il revient au galop ( expulsai o natural, ele virá a galope). A heteronomia imposta sobre o subjetivo será transgredida ela não se sustenta. Como diz a letra do cantor Fagner: "Quando a gente tenta de toda maneira ter em si guardar sentimento ilhado morto e amordaçado volta a incomodar". O homossexualismo é um comportamento adquirido, ainda que a pessoa deseja não ser, continua sendo, o cristianismo tem ajudado a muitos homossexuais convertidos viverem melhor com seus conflitos, não prometendo curá-los. A homossexualidade não é doença, como já foi dito anteriormente, logo, não existe nenhuma método profilático para evitá-lo, a não ser a presença, do macho em família, interagindo saudavelmente durante os primeiros cinco anos de idade da criança, segundo a teoria psicanalítica.





Diz a Psicanalista Regina Navarros Lins:“Um homem homossexual é aquele que tem como objeto de amor e desejo outro homem, mas isso não significa que ele se sinta mulher ou deseje ser mulher. A orientação afetivo-sexual é algo que está dentro da pessoa e não depende, ao contrário do que muitos pensam, de uma escolha pessoal. Ninguém faz opção por um modo de vida que sabe será discriminado. A escolha é se a pessoa vai esconder ou exteriorizar a sua orientação sexual. Uma pessoa é homossexual mesmo que nunca tenha tido contato sexual com alguém do mesmo sexo. Muitas vezes o desejo homossexual existe no inconsciente, mas a pessoa não sabe disso porque o desejo é reprimido. Em outros casos, o homossexual percebe sua atração pelo mesmo sexo e reconhece que essa atração sempre existiu. Pode acontecer da pressão social ser tão forte que ele renuncie à realização dos seus desejos e passe toda a vida insatisfeito e mesmo em desespero."

Em nosso consultório, temos tido algumas experiências de realidades homossexuais, a dizer-nos que não gostaria de ter tal sentimento, tal desejo, mas que percebem a impossibilidade de uma reversão à uma postura hetero permanente e desejante do diferente. Lembro-me de uma situação que um analisando nos disse: “ Eu não desejo ser, mas sou. O que faço?”


SER OU NÃO SER

É contrário a natureza anatômica do ser humano a cópula entre iguais. O pênis apesar da sua função excretora também possui uma anatomia para penetrar na vagina ou o ânus, este último caso a mulher concorde e goste. Contudo, o pênis não foi arquitetado por Deus, para introduzir o ânus do homem, embora seja semelhante ao da mulher, contudo, a história da humanidade surgiu com macho e fêmea. Adão e Eva e não Adão e Ivo. Mas como já explicado acima, nos casos reais de homossexualidade deve-se haver uma compreensão ética sem os rigores da religião contra a homossexualidade de que é difícil ser diferente quando há um histórico subjetivo adquirido. Ele se alicerça e se concretiza, não havendo como mudar tal situação. Quem é realmente homossexual nunca será heterossexual. E quem é realmente heterossexual nunca será homossexual. Se aplica então a filosofia do filósofo pré-socrático, Parmênides ao dizer: “O que é, é! O que não é, não é!” Não entra em consideração a exposição sobre a bissexualidade, que deve ser vista sobre outro ângulo do comportamento humano, que não foi aqui considerado.





ROMANOS





"...porque as mulheres mudaram o modo natural de sua relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade..." (Rm 1.26,27).





Há aqui algo importante a ser considerado. Os versos acima deixa claro a prática do comportamento homossexual entre mulheres e homens, contudo, não sendo eles homossexuais, mas devassos e corrompidos. Fazemos essa afirmação porque eles se relacionavam heterossexualmente. Os verbos acima em vermelho, evidencia a depravação. Os homossexuais não se sente atraídos pelos de sexo diferente. Contudo, vimos acima aquele pai que conseguiu formar uma família, mas sofrendo na sua realidade subjetiva, o conflito do PARECER-SER para a sociedade, o que NUNCA FOI. Ele age como hétero sendo homo. Diferente da situação que se encontra em Romanos 1. Neste tanto homem quanto mulheres deixam o uso natural, ora, eles permitiram fazer uma troca temporária. Ou seja, os cônjuges se relacionariam com iguais, por uma questão meramente depravatória, não sendo eles homossexuais.







"Porque as mulheres mudaram o modo natural de sua relações íntimas" "deixando o contato natural da mulher" Havia um conhecimento e intercurso heterossexual. Enfatizamos nos versos acima que há comportamento homossexual, isto é, relação sexual entre iguais, entretanto eles não eram homossexuais e sim depravados. O homem se relacionava com a mulher e a mulher se relacionava com o homem. Elas mudaram o modo natural de suas relações íntimas assim como os deixaram o contato natural da mulher. Logo, está muito evidente a promiscuidade, dos que faziam uso do meio natural para depravadamente se envolver numa relação homossexual sem que eles fossem homossexuais.





Há entre os homossexuais a dificuldade de aceitar o diferente. Em Romanos 1 está evidente uma relação de intercâmbio, de troca sem a existência de homossexualidade, mas de um sentimento perverso e pervertido.





JUSTIFICAÇÃO E INTERPRETAÇÃO MINUCIOSA DE I COR. 6.9-11



“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (I Cor. 6.9-11 ARC).



"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vos lavaste, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. (I Cor. 6.9-11 – ARA).




"Vocês sabem que os maus não terão parte no Reino de Deus. Não se enganem, pois os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais os ladrões, os avarentos, os bêbados, os caluniadores e os assaltantes não terão parte no Reino de Deus. Alguns de vocês eram assim. Mas foram lavados do pecado, separados para pertencer a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus” (I Cor. 6.10-11- NTLH)



"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?" (I Cor. 6.9) . Quem não herdará o reino de Deus? Os injustos.


Quem são os justos? "Não existe justo, nem um só" (Rm 3.10) Então não existe nenhum ser humano que seja justo? NÃO! E aí como fica? Não fica! Só há justificados!


"Justicados, pois mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 5.1).

Quem são os injustos aqui nesses versos aos corintianos que Paulo classificou?


Em primeiro lugar, os injustos são os que não crêem, logo, não são justificados. Vejamos como o apóstolo classifica-os:


"nem imorais, idólatras (não unicamente as imagens em escultura), nem adúlteros (adultério tanto objetivo quanto subjetivo - praticado e desejado), nem ladrões (aqui se enquadra vários tipos) efeminados (neste caso são efeminados por serem depravados ou foge a capacidade de ser diferente?) homossexuais, etc.





"e estas coisas alguns de vós têm sido..." ( I cor 6.11). Algumas traduções como vimos acima diz: " tais fostes algum de vós" ou " éreis alguns de vós" e "alguns de vocês eram" Essas três traduções finais vão de encontro com a realidade do texto de I Cor. 6, numa tentativa de desfocar a verdade do seu contexto caracterizado por um moralismo ético religioso.





"mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus" (I Cor 6.11 parte conclusiva do verso). Além de santificados, justificados.





A conjunção adversativa “mas” que aparece no verso 11 não concordaria jamais com o sentido frasal “tais fostes” ou “ éreis alguns de vós”. A conjunção coordenativa adversativa possui a função de estabelecer uma relação de contraste entre os sentidos de dois termos ou duas orações. Logo, a tradução correta do texto com relação ao seu contexto é: "e estas coisas alguns de vós têm sido..."





Justificados no texto grego de I Cor. 6.11 é um verbo: aoristo do indicativo passivo efetivo. Isto quer dizer algo que se consumou na vida do cristão para sempre, reafirmado pela voz passiva que o verbo se encontra, ou seja, o sujeito sofre à ação, sendo assim, ninguém é justo, mas passa para a condição de justificado "em o nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus"


Os injustos que praticam os atos mencionados ou subjetivam não herdarão o reino de Deus.


Os justificados que praticam ou subjetivam as mesmas práticas, herdarão o reino de Deus. Entretanto, no v.12 do capítulo 6 de I Coríntios, lê-se: “Todas as coisas me são lícitas mas nem tudo me convém”


“ Boa parte das energias humanas são investidas no esforço da autojustificação. E, no entanto, quem acha que deve produzir a si mesmo facilmente acaba na frustração e no desespero. A justificação liberta o ser humano da necessidade de salvar a si próprio, bem como a tentação de condenar a si mesmo.”. Brakemeier



No livro, O Ser Humano em Busca de Identidade de Gottfried Brakemeier, lemos:

A justificação coloca minha relação com Deus um novo fundamento. Deus se torna relevante como quem, mesmo contra a recusa da sociedade, confere o direito de viver: ele me torna justo. Põe em ordem minha relação com ele, perdoando-me a culpa e readimitindo-me como filho ou filha. O Deus justificador é aquele que ‘da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia’ (Sl 103.4). Ele dignifica o ser humano. Quem levar isto a sério só pode alegrar-se e louvar a Deus. O evangelho não só concede o direito à vida, ele também dá fundamento à vida e liberdade para viver. Ensina a gratidão pelo dom recebido e o respeito à vontade divina. Justificação por graça, acolhida na fé, dá início a um novo culto a Deus.


CONCLUSÃO



A justificação é o ato divino de nos substituir, de assumir a nossa culpa, tomar o nosso lugar  (Lucas 18.13).